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Jovem Cristão é condenado a prisão perpétua no Paquistão

30/10/2018 - 14:14

Somente Deus pode revogar a sentença de Bashir. Ore por ele (foto representativa)

Yaqoob Bashir Masih tinha 20 anos quando foi acusado de blasfêmia, em junho de 2015. Desde então ele está preso no Paquistão, e agora foi sentenciado a prisão perpétua por queimar um livreto que continha versos do alcorão, o livro sagrado do islamismo. A família apelou duas vezes para libertá-lo sob fiança, mas o pedido foi negado.

 

Bashir, conhecido localmente como “Kala”, tem dificuldades de aprendizagem. Um vizinho dele, Mushtaq Masih*, contou à Portas Abertas o que testemunhou. Ele disse que era por volta das 7h da manhã quando um burburinho começou. Em seguida, viu uma multidão batendo em Bashir, enquanto seu irmão mais velho perguntava: “Onde está a cópia do alcorão que o líder religioso te deu?” Por fim, jogaram querosene nele e ameaçaram incendiá-lo se não contasse onde estava o livro. Então ele disse que havia queimado o livro e depois o enterrado.

 

O vizinho disse que Bashir havia pedido uma cópia do alcorão ao líder islâmico dizendo que suas irmãs queriam ler. Mas ao invés disso, ele o levou para casa e queimou. Foi relatado que alguns estudantes de escola corânica (onde se estuda o livro sagrado do islã) o viram queimar o alcorão e então informaram o líder islâmico. Em seguida a polícia foi informada da confissão de Bashir e o prendeu.

 

No Paquistão, blasfêmia contra o islã é um assunto muito delicado, sempre levando à violência da multidão. Por essa razão, até mesmo delegados temem represálias ao investigar casos de blasfêmia e juízes temem se posicionar a favor dos acusados. Após a condenação, um pedido para revogar a decisão será entregue dentro de um mês. No entanto, é muito provável que leve anos para que o mesmo seja ouvido e haja uma mudança em favor de Bashir. Ore para que seja feita justiça nessa situação, pela vida de Bashir e pela Igreja Perseguida do Paquistão.

O nome Masih, que deriva de Messias, é usado pela comunidade cristã do Paquistão há anos para os homens cristãos e não indica laços familiares necessariamente.

 

Fonte: Portas Abertas

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